sábado, 7 de novembro de 2009
O Porteiro da Zona
Não havia, naquele povoado, pior ofício do que "Porteiro do Prostíbulo". Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem, se ele nunca tinha aprendido a ler, nem a escrever? Por isto, não tinha como pensar em outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou na "casa", como Gerente do Prostíbulo, um letrado jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o "Estabelecimento". Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções, dizendo ao porteiro:
A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários, e as reclamações sobre os serviços.
Eu adoraria fazer isso, senhor (balbuciou o Porteiro). Mas eu não sei ler, nem escrever!
Ah! Sinto muito, Senhor! Mas, já que é assim, o senhor não poderá continuar trabalhando aqui.
Mas senhor!... O senhor não pode me demitir! Eu trabalhei nisto a minha vida inteira! Não sei fazer outra coisa!...
Olhe... Eu até lhe compreendo. Mas, não posso fazer nada pelo senhor. Mas, não se preocupe! Vamos lhe dar uma boa indenização, e, assim, o senhor encontrar algo a fazer. Eu sinto muito! Mas só me resta lhe desejar boa sorte.
E, sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora.
O porteiro sentiu como se o mundo tivesse se desmoronado em cima dele. "Que vou fazer?". Daí, lembrou-se ele de que, naquele Prostíbulo, quando se quebravam cadeiras ou mesas, ele as arrumava, com tanto cuidado e carinho, que as deixava como se fossem novas. Lembrando-se disto, pensou que esta poderia ser uma boa ocupação, até conseguir um emprego.
Mas, para começar..., ele só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Mas, não desanimou. Afinal, com a indenização que lhe havia sido oferecida, ele poderia comprar uma caixa de ferramentas nova e completa. E assim fez...
Como, porém, o povoado não tinha casa de ferragens, ele teria que viajar dois dias no lombo de uma mula, para ir ao povoado mais próximo realizar a sua compra. E assim o fez também...
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
Será que você tem um martelo para me emprestar?
Sim, acabo de comprá-lo; mas eu preciso dele para trabalhar...
Tudo bem... Eu o devolverei amanhã bem cedo.
Se for assim..., está bem.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta...
Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
Não, eu preciso dele para trabalhar. E, além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
Façamos um trato: eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Ele pensou, pensou..., e aceitou. Afinal, isto lhe preencheria o tempo por mais dois dias... Daí, voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, e estou disposto a lhe pagar- seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim. Eu não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas, e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.
Mas, o nosso amigo guardou as palavras que escutara: "não disponho de tempo para viajar para fazer compras".
"Se é assim" (pensou ele), "outras pessoas, bem possivelmente, poderão necessitar que eu viaje para lhes trazer ferramentas". E, na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado, e muitos, querendo economizar a viagem, começaram a lhe fazer encomendas. A partir de então, ele passou a viajar uma vez por semana, e, já como "Vendedor de Ferramentas", passou a trazer o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas, e, alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão, e os transformou na primeira Loja de Ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e só compravam dele. A essa altura, ele já não viajava mais: os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Afinal, ele era um bom cliente!
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos também passaram a comprar na sua Loja de Ferragens, em vez de gastarem dias em viagens.
Um dia, ele se lembrou de um amigo que era torneiro e ferreiro, e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo (por que não?), as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras etc. E, após, seguir-se-iam (como se seguiram) os pregos e os parafusos... Desta forma, em poucos anos, nosso amigo se transformou, com aquele seu novo trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Tendo se tornado rico, resolveu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o Prefeito lhe entregou as chaves da cidade, abraçou-o e lhe disse:
É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de Atas desta nova escola.
A honra seria minha, Senhor Prefeito! Assinar esse Livro seria a coisa que mais me daria prazer! Mas, eu não sei ler nem escrever. Sou analfabeto.
O senhor?!?! (disse o Prefeito, sem acreditar). O senhor construiu um império industrial, sem saber ler nem escrever? Estou abismado! Então, o que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
Isso eu posso responder... (disse o homem com calma). Se eu soubesse ler e escrever..., ainda estaria sendo Porteiro de um Prostíbulo!
MORAL DA HISTÓRIA
Geralmente, as mudanças são vistas como adversidades. Mas, muitas vezes, as adversidades podem ser bênçãos; as crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear uma porta, não gaste energia com o confronto; procure as janelas! Lembre-se da sabedoria da água: "A água nunca discute com seus obstáculos; contorna-os!". Faça o mesmo, você!
Um dia, entrou na "casa", como Gerente do Prostíbulo, um letrado jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o "Estabelecimento". Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções, dizendo ao porteiro:
A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários, e as reclamações sobre os serviços.
Eu adoraria fazer isso, senhor (balbuciou o Porteiro). Mas eu não sei ler, nem escrever!
Ah! Sinto muito, Senhor! Mas, já que é assim, o senhor não poderá continuar trabalhando aqui.
Mas senhor!... O senhor não pode me demitir! Eu trabalhei nisto a minha vida inteira! Não sei fazer outra coisa!...
Olhe... Eu até lhe compreendo. Mas, não posso fazer nada pelo senhor. Mas, não se preocupe! Vamos lhe dar uma boa indenização, e, assim, o senhor encontrar algo a fazer. Eu sinto muito! Mas só me resta lhe desejar boa sorte.
E, sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora.
O porteiro sentiu como se o mundo tivesse se desmoronado em cima dele. "Que vou fazer?". Daí, lembrou-se ele de que, naquele Prostíbulo, quando se quebravam cadeiras ou mesas, ele as arrumava, com tanto cuidado e carinho, que as deixava como se fossem novas. Lembrando-se disto, pensou que esta poderia ser uma boa ocupação, até conseguir um emprego.
Mas, para começar..., ele só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Mas, não desanimou. Afinal, com a indenização que lhe havia sido oferecida, ele poderia comprar uma caixa de ferramentas nova e completa. E assim fez...
Como, porém, o povoado não tinha casa de ferragens, ele teria que viajar dois dias no lombo de uma mula, para ir ao povoado mais próximo realizar a sua compra. E assim o fez também...
No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
Será que você tem um martelo para me emprestar?
Sim, acabo de comprá-lo; mas eu preciso dele para trabalhar...
Tudo bem... Eu o devolverei amanhã bem cedo.
Se for assim..., está bem.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta...
Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
Não, eu preciso dele para trabalhar. E, além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
Façamos um trato: eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Ele pensou, pensou..., e aceitou. Afinal, isto lhe preencheria o tempo por mais dois dias... Daí, voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, e estou disposto a lhe pagar- seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim. Eu não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas, e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora.
Mas, o nosso amigo guardou as palavras que escutara: "não disponho de tempo para viajar para fazer compras".
"Se é assim" (pensou ele), "outras pessoas, bem possivelmente, poderão necessitar que eu viaje para lhes trazer ferramentas". E, na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado, e muitos, querendo economizar a viagem, começaram a lhe fazer encomendas. A partir de então, ele passou a viajar uma vez por semana, e, já como "Vendedor de Ferramentas", passou a trazer o que precisavam seus clientes.
Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas, e, alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão, e os transformou na primeira Loja de Ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e só compravam dele. A essa altura, ele já não viajava mais: os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Afinal, ele era um bom cliente!
Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos também passaram a comprar na sua Loja de Ferragens, em vez de gastarem dias em viagens.
Um dia, ele se lembrou de um amigo que era torneiro e ferreiro, e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo (por que não?), as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras etc. E, após, seguir-se-iam (como se seguiram) os pregos e os parafusos... Desta forma, em poucos anos, nosso amigo se transformou, com aquele seu novo trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Tendo se tornado rico, resolveu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o Prefeito lhe entregou as chaves da cidade, abraçou-o e lhe disse:
É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de Atas desta nova escola.
A honra seria minha, Senhor Prefeito! Assinar esse Livro seria a coisa que mais me daria prazer! Mas, eu não sei ler nem escrever. Sou analfabeto.
O senhor?!?! (disse o Prefeito, sem acreditar). O senhor construiu um império industrial, sem saber ler nem escrever? Estou abismado! Então, o que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
Isso eu posso responder... (disse o homem com calma). Se eu soubesse ler e escrever..., ainda estaria sendo Porteiro de um Prostíbulo!
MORAL DA HISTÓRIA
Geralmente, as mudanças são vistas como adversidades. Mas, muitas vezes, as adversidades podem ser bênçãos; as crises estão cheias de oportunidades. Se alguém lhe bloquear uma porta, não gaste energia com o confronto; procure as janelas! Lembre-se da sabedoria da água: "A água nunca discute com seus obstáculos; contorna-os!". Faça o mesmo, você!
Você pode... creia nisso!
Um menino, parcialmente surdo, retornou um dia da escola trazendo uma nota dos diretores. A mensagem sugeria aos pais que o retirassem da escola porque ele era "muito estúpido para aprender alguma coisa." A mãe, ao ler a nota, disse:
"Meu filho Tom não é estúpido e incapaz de aprender. Eu mesma o ensinarei." E foi isso que fez. Quando Tom morreu, muitos anos mais tarde, todas as pessoas dos Estados Unidos lhe reverenciaram, desligando as luzes do país por um minuto. Este Tom inventou a lâmpada elétrica e não apenas isto, mas também o filme cinematográfico e o toca-discos. Ao todo ele teve a seu crédito, mais de mil patentes. Assim como Thomas Edison, toda pessoa, criança ou adulta, é capaz de saber mais do que sabe hoje. Todos poderão encontrar um caminho para expressar sua criatividade.
Mostramo-nos, muitas vezes, abatidos e infelizes quando nos tratam de maneira depreciativa. Uma palavra de menosprezo, um comentário negativo, um olhar de indiferença e logo nos sentimos a menor das criaturas. Passamos a acreditar que somos incapazes, que nada do que fazemos dá certo, que nascemos para ser derrotados.
Não, isso não é verdade! Podemos, sim, conquistar nossos ideais e realizar os nossos sonhos. Basta tão somente crer que com dedicação e trabalho chegaremos lá. Temos um companheiro de jornada -- o nosso Deus. Ele estará sempre ao nosso lado, incentivando, ajudando, repetindo a cada obstáculo encontrado: "Tudo é possível ao que crê."
Se você já fez uma tentativa e não conseguiu, tente novamente. Se já tropeçou em uma pedra de desânimo, levante e siga em frente, a vitória é e sempre será sua.
Sua perseverança poderá mudar não apenas a sua vida, mas todo o mundo ao seu redor.
Paulo Roberto Barbosa
"Meu filho Tom não é estúpido e incapaz de aprender. Eu mesma o ensinarei." E foi isso que fez. Quando Tom morreu, muitos anos mais tarde, todas as pessoas dos Estados Unidos lhe reverenciaram, desligando as luzes do país por um minuto. Este Tom inventou a lâmpada elétrica e não apenas isto, mas também o filme cinematográfico e o toca-discos. Ao todo ele teve a seu crédito, mais de mil patentes. Assim como Thomas Edison, toda pessoa, criança ou adulta, é capaz de saber mais do que sabe hoje. Todos poderão encontrar um caminho para expressar sua criatividade.
Mostramo-nos, muitas vezes, abatidos e infelizes quando nos tratam de maneira depreciativa. Uma palavra de menosprezo, um comentário negativo, um olhar de indiferença e logo nos sentimos a menor das criaturas. Passamos a acreditar que somos incapazes, que nada do que fazemos dá certo, que nascemos para ser derrotados.
Não, isso não é verdade! Podemos, sim, conquistar nossos ideais e realizar os nossos sonhos. Basta tão somente crer que com dedicação e trabalho chegaremos lá. Temos um companheiro de jornada -- o nosso Deus. Ele estará sempre ao nosso lado, incentivando, ajudando, repetindo a cada obstáculo encontrado: "Tudo é possível ao que crê."
Se você já fez uma tentativa e não conseguiu, tente novamente. Se já tropeçou em uma pedra de desânimo, levante e siga em frente, a vitória é e sempre será sua.
Sua perseverança poderá mudar não apenas a sua vida, mas todo o mundo ao seu redor.
Paulo Roberto Barbosa
Amor de Amigo
Durante a segunda guerra mundial, um orfanato de missionários, numa aldeia vietnamita, foi atingido por várias bombas.
Os missionários e duas crianças morreram na hora e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.
Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes buscaram socorro dos americanos. Um médico da marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.
Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina. Se não fossem tomadas providências imediatas ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.
Saíram a procura de um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser doadores.
O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.
Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.
Então perguntaram se alguém queria doar sangue. A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.
Finalmente uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.
Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. Como é o seu nome?
O garoto respondeu em voz baixa: Heng.
Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool em seu braço e espetaram a agulha na veia.
Durante esses procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.
Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.
Está doendo Heng? - perguntou o médico. Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar. O médico tornou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.
Mas os soluços ocasionais acabaram virando um choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.
O médico e a enfermeira ficaram preocupados. Alguma coisa obviamente estava acontecendo.
Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar. Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.
Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita. Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino.
Então ela disse aos americanos:
Ele achou que estava morrendo. Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.
E por que ele concordou? Perguntou o médico.
A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente:
"Ela é minha amiga."
Fonte : História do Livro das Virtudes - II, "Um Amor Maior")
Os missionários e duas crianças morreram na hora e muitas ficaram feridas, inclusive uma menina de 8 anos.
Através do rádio de uma aldeia vizinha, os habitantes buscaram socorro dos americanos. Um médico da marinha e uma enfermeira chegaram trazendo apenas maletas de primeiros socorros.
Perceberam logo que o caso mais grave era o da menina. Se não fossem tomadas providências imediatas ela morreria por perda de sangue. Era urgente que se fizesse uma transfusão.
Saíram a procura de um doador com o mesmo tipo sangüíneo. Os americanos não tinham aquele tipo de sangue, mas muitos órfãos que não tinham sido feridos poderiam ser doadores.
O problema agora, era como pedir às crianças, já que o médico conhecia apenas algumas palavras em vietnamita e a enfermeira tinha poucas noções de francês.
Usando uma mistura das duas línguas e muita gesticulação, tentaram explicar aos assustados meninos que, se não recolocassem o sangue perdido, a menina morreria.
Então perguntaram se alguém queria doar sangue. A resposta foi um silêncio de olhos arregalados.
Finalmente uma mão levantou-se timidamente, deixou-se cair e levantou de novo.
Ah, obrigada - disse a enfermeira em francês. Como é o seu nome?
O garoto respondeu em voz baixa: Heng.
Deitaram Heng rapidamente na maca, esfregaram álcool em seu braço e espetaram a agulha na veia.
Durante esses procedimentos, Heng ficou calado e imóvel.
Passado um momento, deixou escapar um soluço e cobriu depressa o rosto com a mão livre.
Está doendo Heng? - perguntou o médico. Heng abanou a cabeça, mas daí a pouco escapou outro soluço e mais uma vez tentou disfarçar. O médico tornou a perguntar se doía, e ele abanou a cabeça outra vez, significando que não.
Mas os soluços ocasionais acabaram virando um choro declarado, silencioso, os olhos apertados, o punho na boca para estancar os soluços.
O médico e a enfermeira ficaram preocupados. Alguma coisa obviamente estava acontecendo.
Nesse instante, chegou uma enfermeira vietnamita, enviada para ajudar. Vendo a aflição do menino, falou com ele, ouviu a resposta, e tornou a falar com voz terna, acalmando-o.
Heng parou de chorar e olhou surpreso para a enfermeira vietnamita. Ela confirmou com a cabeça e uma expressão de alívio estampou-se no rosto do menino.
Então ela disse aos americanos:
Ele achou que estava morrendo. Entendeu que vocês pediram para dar todo o sangue dele para a menina poder viver.
E por que ele concordou? Perguntou o médico.
A enfermeira vietnamita repetiu a pergunta, e Heng respondeu simplesmente:
"Ela é minha amiga."
Fonte : História do Livro das Virtudes - II, "Um Amor Maior")
Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
- Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
"SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
A vida muda, quando "você muda"
Luiz Fernando Veríssimo
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
- Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
"SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
A vida muda, quando "você muda"
Luiz Fernando Veríssimo
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